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      <creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/uk/</creativeCommons:license>
            <pubDate>Thu, 1 Jan 1970 00:00:00 +0000</pubDate>
      <lastBuildDate>Thu, 1 Jan 1970 00:00:00 +0000</lastBuildDate>
            <ttl>60</ttl>
      <docs>http://www.audioscrobbler.net/data/webservices</docs>      <title>BrenoTrivelatto's Last.fm Journal</title>
      <link>http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal</link>
      <description>The Last.fm journal for BrenoTrivelatto.
        Last.fm journals are a place to talk about all things music.</description>
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         <title>The end of October in the beginning of April</title>
         <link>http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2008/10/27/28tgpy_the_end_of_october_in_the_beginning_of_april</link>
         <pubDate>Mon, 27 Oct 2008 14:49:02 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Nós voltamos no ônibus com a mente cristalina e as sinapses fortalecidas, organizando com muito sucesso o sempre incansável turbilhão que inunda minha cabeça. Nossa cabeça. E descemos em estrelas cadentes sorrindo e contando os astros flutuantes. Singramos o meio interestelar curiosos a respeito de tantas galáxias, planetas, estrelas e asteróides. Divisamos portais dimensionais, os famigerados buracos negros, mas deles não nos aproximamos: mantemos uma distância respeitosa, apenas o suficiente pra permitir um vislumbre do outro lado, onde nossa jurisdição não vigora. É sempre um mistério. Mas sem maiores delongas voltamos aos nossos limites, onde avistamos muitos amigos, muitos familiares, muitos amores e muitas paixões, de todos os tipos e tamanhos, cores e gêneros. É uma linda galáxia, meu universo. Nosso universo. Direto do ventre reconfortante de alguma supernova até aqueles magníficos olhos verdes, caminhamos. Talvez em vão.  Não, nunca o bastante, mas também nunca em vão. Na mais miserável das hipóteses, me faz pensar. Nos faz pensar.<br />
Este &quot;nós&quot; não é plural majestático. É personalidade dinâmica. Este &quot;nós&quot; são todas minhas facetas: fáceis, faceiras, famosas e fanhas. Sou o eu de sempre, mineirense tímido e introspectivo, espirituoso e acessível por incrível que pareça. Sou o eu esportivo, jogador competitivo que odeia perder desde o berço e, ainda assim, muitas vezes perde. E se irrita e tenta aprender, e nem sempre aprende mas se acalma. Sou o eu paulistano, quieto e ensolaradamente sombrio, triste mas alegre e sempre esperançoso apesar dos pesares. Sou o eu musical, virtual, leitor e escritor, nostálgico e mente aberta. Somos nós. Não sou adepto dessa baboseira clichê que gostam de perpetuar: &quot;Quem sou eu? Não sei, nem eu me conheço muito bem!&quot;. Mentira, sou o maior e mais profundo conhecedor de mim mesmo, para o bem e para o mal. Apenas tenho consciência de que ultrapassamos o conceito de definição tamanha a complexidade de nossas motivações e nosso caráter eternamente metamorfo, que nos mantém alunos de nós mesmos até o dia em que nosso universo colapsar. Mas o auto-conhecimento ou a falta dele supera a faca de dois gumes, é uma espada de dois gumes afiadíssimos, o conhecimento e a ignorância.<br />
Sempre fui um garoto solitário, talvez seja mal de filho mais velho. Filho mais velho de filhos mais velhos que é primogênito de sua geração nos dois braços da própria árvore genealógica, então, nem se fala. Mas ser solitário não é ser sozinho, e essa distinção vale a pena ser ressaltada, pois sempre tive orgulho de usufruir de uma auto-suficiência muito própria. De uns tempos pra cá isso nem sempre é suficiente, começo a ficar mais ganancioso. Estamos mais gananciosos, mas não mais ousados ou menos acomodados. Sempre dispus de bons amigos, também. Nunca foram exuberantemente numerosos, mas sempre me orgulhei dos que conquistei, sem me importar com as patentes que eles viriam a assumir neste universo. Mas aí deixei meu sistema natal e passei a explorar estrelas vizinhas, e nelas encontrei dificuldades. Tenho certeza que existe muita gente bacana naquele planeta azul e amarelo repleto de roedores sagazes, mas lá não me enturmei. Aquele sistema estelar é imenso, cheio de planetas muito singulares que interagem entre si de maneira única e jovial, bem ao nosso estilo, mas inexplicavelmente nos mantemos alheios. Aliás, dá pra explicar sim, mas não vale a pena. Pena, é faculdade, deveria e poderia ser bem melhor pra mim. Pra nós. Mas no entanto as coisas mudam, e ao menos ganhei uma motivação loira por lá. <br />
Nas férias eu vivo entre outras aspas, vivendo tempos depois tudo aquilo que já poderia e deveria ter sido vivido, tudo o que poderia ter sido não fosse o atraso auto-suficiente. E me envergonho dessa amargura, profundamente, porque não sou assim. Não somos assim, pois eu sei o que somos, então não julguem. Ainda assim me irrito, talvez uma irritação desnecessária, fruto da singularidade do momento, mas enche o saco sim toda essa omissão, esse inexplicável ostracismo alheio. Não custa muito dividir o tempo para tentar multiplicá-lo com os amigos. Eu me preocupo e me importo, e às vezes parece que sou o único. Que somos os únicos. Nesses tempos estranhos, esperava compartilhar experiências e alternativas, e não engolir o pato sozinho. Mas OK, eu aprendo. Nós aprendemos. Enquanto isso é esperar pelo futuro imediato. Esperar? Taí o grande vírus que me consome, a paciência extrema.<br />
<br />
E a noite cai, a madrugada abraça, o sol raia e mais um dia se desenrola.<br />
<br />
Nós não estamos sozinhos, é a realidade que é vasta em excesso, dá essa sensação. Um espaço geometricamente deturpado, onde as retas perfeitas que ligam almas, ou deveriam ligar, dão lugar a curvas exageradamente tortuosas, espirais helicoidais, arcos entrelaçados e toda sorte de bizarrices espaciais provenientes dos livros de Cálculo. As fórmulas de aproximação requerem muito mais cuidado e habilidade que simples equações de reta, por isso estamos distantes de todos vocês, inalcançáveis neste âmago fortificado e impenetrável. Será que seus espiões são bons o bastante para obter informações e contatos internos? Em caso negativo nem desperdice seu tempo em hipóteses perdidas, sem a percepção do que ocorre na fortaleza abalroar a situação passa a ser um tiro na infinidade do escuro. Na maioria das vezes os nossos próprios espiões também se mostram incapazes, e olhem que aqui temos uma produção em série deles, além de tempo virtual de sobra pra torrar. Plantamos esses observadores em todos os cantos do universo, dotados das táticas mais variadas, e ainda assim poucos têm sucesso no regresso ao núcleo, e pouco podem reportar. Mandamos também espiões pra outras dimensões pra procurar reflexos perdidos de nossas armaduras. Estes dão mais respostas, embora nem sempre sigam o método científico e quase nunca nos convencem a içar velas e navegar rumo ao desconhecido. Falta-lhes muita persuasão. Mas hemos de hastear as bandeiras da revolução algum dia, no dia em que pararmos de apenas saber o que precisa ser feito e passarmos a de fato fazê-lo.<br />
Navegamos cautelosos e desconfiados demais pela pessoa de perfeito equilíbrio, hoje resta-nos apenas memórias itinerantes e sentimentos intermitentemente perenes. Nos iludimos com um desenho lindo pintado sobre um papel horroroso que nada mais desperta a não ser o descaso e o alheamento. Cogitamos as possibilidades de dois espelhos planos posicionados face-a-face que não passaram de mágicas aventuras num microcosmo. Depois mudamos de endereço neste universo completamente doido, e após um um possível flerte exagerado e veloz da nossa imaginação este pequeno filósofo pregador de peças foi pego. Finalmente capturado e sem demora posto em hibernação. Durante sua ausência pequenos demônios incompetentes lograram seu lugar e tentaram a sorte. Uns despertaram certos interesses particulares, mas nenhum conseguiu aquele dilúvio que varre a tudo e a todos, e nenhum solidificou sua empreitada. Todos fracassaram. Então emissários de outras existências, outras dimensões, passaram a bater na nossa porta com todo tipo de proposta, das atraentes às engraçadas, todos muito divertidos (ao menos no início). Alguns misteriosos, outros herméticos, uns malucos. Nem todos se mantêm a vista, muitos nunca mais visitam, outros se tornam chegados. Todos são muito proveitosos. E no meio dessa pasmaceira interessantíssima o pequeno filósofo gozador e trovador escapa quando ninguém mais lembra dele, golpe de mestre, e ávido por trabalho como está já sai flechando em demasia um par de olhos verdes legítimos da escandinávia brasileira. A geometria que nos une é tão complexa que me confunde, ou vice-e-versa. Nunca se sabe onde o caminho deixa de ser complicado para que nós o deixemos complicado. Eu, ou nós, megalomaníacos, complicamos tudo. Mas tá certo, eu me rendo aos feitiços do filósofo traquinas, e sonho. Acordado, dormindo, é sempre tempo de devaneios e sonhos. Nós nos rendemos, mas ainda assim pensamos demais, esse bando de viciados em covardia e máscaras, atores natos, péssimos atores, ótimos atores. E os emissários gargalham ou se deprimem ciumentos do que nem existe, além daqueles que voltam e  se submergem no caos próprio de suas dimensões, provando que se um infinito já é trabalhoso de se medir, dois infinitos nem ao menos se notam. É o enredo em expansão contínua desta peça teatral que mescla universos e concepções de todas as inimagináveis maneiras.<br />
Por último, mas nem um milímetro menos importante, temos as intersecções: parceiras de fé e irmãs camaradas que costumam enfrentar as bordas de nossos universos em comum conosco, além de ouvir nossas aventuras solo e relatar as delas. Trocas de experiências muito válidas. Algumas parecem ser inatas, destinadas a compartilhar o ciclo desde o Big Bang, sofremos expansões em conjunto e assim nos identificamos bastante. Outras são agregadas no caminho por diversos motivos: rotas parecidas, partilha de interesses, intersecções em comum que surgem inesperadas. Todas valiosas, a despeito da proximidade, já que obviamente umas são mais prezadas que outras. Mas às vezes elas se distanciam demais , ainda que momentaneamente, a ponto de perdermos aquele espaço em comum, e se tornam estranhas conhecidas. Eventualmente voltam, as mais legais e mais próximas sempre voltam e tudo se resgata, mas fica a constatação de que não podemos contar com elas sempre, sempre no rigor da palavra, ao contrário do que versa a sabedoria coletiva universal. Somos sim seres solitários, não importam as particularidades de nossos universos. Mas não precisamos ser sozinhos.<br />
<br />
E chega! Por vezes, extrapolo. Extrapolamos.<br />
<br />
                                                                                   Breno Trivellato, ontem e anteontem</div>]]></description>
               </item>
      <item>
         <title>Procedures</title>
         <link>http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2008/09/06/25h4h1_procedures</link>
         <pubDate>Sat, 6 Sep 2008 15:20:24 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode"><span style="font-size:14pt"><strong>O Processo</strong></span><br />
 <br />
 <br />
             Aquela era uma tarde de chuva furiosa, e a violência de cada pingo d'água apenas refletia a ira cega que se apossava do garoto naquele instante. As carregadas nuvens cinza-escuro descarregavam impiedosamente todo seu arsenal contra aquele rosto infantil repuxado em fúria na tentativa de freá-lo, mas pouca coisa diminuiria seu ímpeto naquele momento. E assim se distanciava da casa, correndo naquele vasto quintal rumo às árvores mais ao fundo, seu esconderijo secreto, fortaleza da solidão. Seja em função da tormenta natural ou da mental, não ouviu o breve desentendimento de seus pais, à soleira da porta: &quot;Olhe só essa chuva, ele vai ficar doente!&quot;, esbravejou a mãe. &quot;Não vai, não. Apenas deixe-o sozinho um pouco.&quot;, apaziguou o pai.<br />
<br />
             Ali num canto, entre o encontro dos muros e a árvore mais alta do quintal, localizava-se a &quot;base&quot;. Fruto de uma tarde divertida e ensolarada com o pai e o tio há alguns meses, tratava-se de uma cobertura que se aproveitava da proximidade dos muros com a árvore, uma cadeira velha e uma mesinha, além de alguma imaginação. O isolamento do lugar agradava o garoto, ali ele sempre podia fingir que estava meticulosamente bem escondido, fingir que naquele exato instante todo o resto do mundo estava à sua procura, arrependidos, envergonhados e com saudade. Já teriam percebido que era ele quem estava com a razão, que tinham sido injustos e insensatos. Nem remotamente lhe ocorria que podia ser ele o errado, o moleque mimado, emburrado, solitário e orgulhoso. Sua verdade era gigante demais, evidente demais para sucumbir ante opiniões alheias. E assim, deitado ofegante na mesinha, olhos vazios vidrados na tempestade sob o lancinante manto da fúria, o garoto perde o controle dos seus pensamentos.<br />
<br />
             Foi então que, sem prévio aviso, surgiu um demoniozinho em pé sobre seu peito. O garoto ignorou sua existência, não podia vê-lo, mas ainda assim conseguiu distinguir seus sussurros, e de súbito se viu nadando numa morna lagoa vermelho-sangue. Dela não se avistava o céu, nem a &quot;base&quot;, e também não chovia mais, fatos estranhos que falharam homericamente em incomodar o garoto. Ele estava muito mais preocupado em nadar, mergulhar, boiar, se lavar, e nem sequer prestava atenção ao seu redor, tão reconfortante e gostosa era aquela água. De qualquer modo, não havia um &quot;redor&quot;: a lagoa simplesmente pairava no meio do nada. Alheio a tudo, o menino se divertia intensamente, porém sua vontade de permanecer indefinidamente mergulhado naquelas termas rubras se apequenou frente a mais uma dose de sussurros do demoniozinho, orientando-lhe para que seguisse em frente.<br />
<br />
             Fora da lagoa o nada começa a tomar forma, e então a curiosidade subjuga o aperto no coração que aflorara após o abandono de tão aconchegantes águas. Uma cidade, daquelas que ele tanto idealizara em suas brincadeiras, ia adquirindo contornos conforme seus passos o conduziam adiante. Pessoas alegres e agradáveis, edificações esplendorosas, cruzamentos conhecidos e organizados. Árvores de um verde tão vivo, aves provenientes dos traços de algum artista, e absolutamente tudo gira em torno do garoto. Uma esquina adiante impera o vazio, mas a proximidade do garoto faz com que tudo brote do nada, e basta o seu afastamento para que tudo ao nada retorne, e o vazio reivindique seus domínios. Maior que um rei ou um deus, a criança é a pura razão da existência daquele mundinho particular. O ego inflado e o contentamento gerado pelo sentimento de vingança aplacada foi tamanho que espantou o demoniozinho, perturbado por tanta felicidade, e ele se vai tão misteriosamente quanto surgiu: simplesmente desaparece. Coincidência ou não, bastou seu abandono para que o garoto avistasse uma lagoa semelhante a que deixou minutos (ou seriam horas?) atrás, algumas dezenas de metros adiante.<br />
<br />
             Sem titubear, o garoto avançou rumo ao conforto daquelas águas escarlates, dessa vez sem incômodo nenhum passeando pela sua cabeça, apenas com a leveza e a gratidão de um desejo realizado. Talvez por isso lhe pareceu que a lagoa estava ficando progressivamente mais quente. E não era só isso, ou seus olhos pregavam-lhe peças ou a lagoa clareava também, ao mesmo tempo em que aumentava de tamanho. Não demorou para que o temor de ser literalmente escaldado passasse a atormentá-lo, enquanto as águas de tons alaranjados tornavam-se amareladas, e a quantidade de vapor aumentava. Mas não entrou em pânico: uma voz ressoou em alguma parte de sua mente, reluzindo segurança, dizendo-lhe que estava tudo bem. E assim, com uma calma espantosa, o menino observou a lagoa, já um espelho branco, interromper seu crescimento para então diminuir subitamente de maneira acelerada, até parecer uma poça insignificante que brilhou lindamente feito a pérola mais valiosa de todas por um sublime instante, e depois explodiu aos seus pés. Uma explosão mais maravilhosa que a orquestra de todos os fogos de artifício do mundo, gigantesca, impressionante. Ao contemplar tão fabuloso espetáculo, a cabeça do garoto ficava cada vez mais alva e pacífica, livre dos incômodos e falsidades, apenas calma e reflexiva. Paz, enfim.<br />
<br />
             Após a última faísca, o menino caiu. Despencou no vazio negro sem nada sentir ou observar, mantendo apenas o olhar atento àquela escuridão toda. E como prêmio logo divisou a silhueta de algo familiar, uma presença que ao se aproximar revelou-se um coelho de aparência muito amigável. Mais que depressa estabeleceu-se um acordo silencioso entre os dois, como se se conhecessem de longa data, velhos melhores amigos. O garoto sorriu e o coelho bateu palmas, ambos ignorando completamente o fato de estarem em queda livre. Curioso, o menino percebeu que o som das palmas crescia, como se algum controle remoto oculto aumentasse seu volume, cresceu até beirar o insuportável e então passou por uma metamorfose, tornando-se séries de imagens projetadas ali mesmo, no vazio. E a improvável dupla assistiu, como se estivessem numa sala de cinema.<br />
<br />
             Primeiro apareceu um velho que adicionava uma folha de papel repleta de poesias a uma pilha de folhas semelhantes, algumas já bem amareladas, ao mesmo tempo em que passava comandos ao personagem de seu 'game' holográfico através de eletrodos conectados em sua cabeça. Depois surgiu um homem que interrompia o segundo set de seu jogo de tênis, após ter vencido o primeiro, para atender um cliente por vídeo-conferência num telão adaptado ao lado da quadra. A seguir um jovem deitado pensativo em sua cama enquanto ouve o álbum Adore, de uma banda de rock de Chicago, os Smashing Pumpkins, em seu 'MP3 player'. A útlima imagem é a do próprio garoto caindo no vazio com um coelho, e então toda aquela sessão de cinema se misturou a realidade, como se não pudessem ser separadas.<br />
<br />
             O garoto viu tudo e ficou extasiado, anestesiado, e sorriu novamente quando terminou. O coelho, por sua vez, dirigiu-lhe uma reverência, virou-se e partiu à velocidade da luz, num estrondo que fez o garoto pular da mesinha. Seu esconderijo permanecia úmido, no entanto não chovia mais. O menino também não estava mais tempestuoso, nem seus pensamentos estavam congestionados e escuros. Não havia mais razão para permanecer isolado, então ele voltou pra casa, mantendo as aparências. Obviamente não iria dar o braço a torcer, senão onde guardaria seu orgulho? Era um mimado, sim, mas não mais um mimado emburrado.<br />
<br />
             E assim o jovem desligou seu 'MP3 player'. A noite avançava, e o dia não demoraria a raiar com seu despertador infernal. O jovem viaja toda noite, assim que repousa a cabeça no travesseiro, guiado imprevisivelmente pelos seus pensamentos. Há dias em que o itinerário compreende dúvidas e questionamentos, outros lembranças saudosas, desejos por realizar, ficções incríveis, e por aí vai. Naquela noite que nem a música foi capaz de cancelar o passeio, viu tudo isso metaforizado num episódio que mal se lembrava. E sorriu um sorriso amarelo dos nostálgicos, a cabeça atordoada, a mil por hora. Então resignou-se e tentou dormir, apesar dos barulhos incessantes dessa cidade sempre insone que invadiam seu pequeno apartamento, senão não aturaria mais um atribulado e movimentado dia em naquela metrópole.      <br />
 <br />
 <br />
 <br />
                                                                   <div style="text-align:right">Breno Trivellato</div></div>]]></description>
               </item>
      <item>
         <title>Five years in a row</title>
         <link>http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2008/08/14/246sfl_five_years_in_a_row</link>
         <pubDate>Thu, 14 Aug 2008 22:31:57 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode"><span style="font-size:14pt">Delírios</span><br />
 <br />
O arco-íris vibra intensamente<br />
Sobre a água que nutre a grama.<br />
A sonâmbula que quer comprar macarrão<br />
O sonâmbulo que quer jogar futebol<br />
O garotinho que se perde do rapaz.<br />
 <br />
A foto que gera tanta vida<br />
Quanto a janela que emoldura a chuva.<br />
O jovem que quer conversar<br />
A jovem que não quer ouvir<br />
O rapaz que se perde de si próprio.<br />
 <br />
A música que acalma o espírito<br />
E tranquiliza a triste solidão alegre.<br />
O moço que quer mudar<br />
A moça que não sei o que quer<br />
O inverno brada vigoroso<br />
Sobre a legião de blusas aconchegantes.<br />
 <br />
 <br />
                                                           <div style="text-align:right">Breno Trivellato, 2004</div><br />
<br />
<br />
<span style="font-size:14pt">Supernova</span><br />
 <br />
Para lá o Sol iria, se não fosse perturbar<br />
Detrás do décimo terceiro planeta, e além<br />
Reza o infinito, mora o impossível<br />
Astros marchando, estão cabisbaixos<br />
Mas mantêm a imponência dos dias viris<br />
E cai a noite, e sobe o escuro, mais e mais<br />
Inatingível, me contenho em supernova<br />
 <br />
No gélido interior das Estrelas tristes<br />
Em permanente combustão lacrimal<br />
Reside aquela que adora a sala de espera<br />
Doce e domada utopia dos corações selvagens<br />
Galáxias inteiras se renderiam aos seus choramingos<br />
Mas o vácuo faz barulho, atrapalhando o sussuro<br />
Supernova, supernova, você pode me ouvir?<br />
 <br />
Mais forte e mais baixo, urra o Buraco Negro<br />
Tristeza não põe a mesa, desconfigura a cabeça<br />
A clareza só fica acesa se encontra a beleza<br />
Ventos invisíveis e ríspidos não dão perdão<br />
As pobres Estrelas, elas nunca aprendem<br />
Relaxadamente inseguras nos seus casulos de vidro<br />
Mas inconscientes do ser e do não ser extremo<br />
Calma e silenciosa, me envolvo na supernova<br />
 <br />
E chegam à atmosfera, em bolas de fogo se dissipam<br />
As Estrelas, vem e vão, Astros petulantes<br />
A fusão, a fissão, poeira cósmica andarilha<br />
No nada absoluto, melancolia e megalomania<br />
Felicidade em garrafas marítimas, prazer e compaixão<br />
É tudo uma coisa só, e sempre, e talvez, entretanto<br />
E quando não é? Mergulha fundo o elemento fundamental<br />
Mas o pacífico universo à guerra torna, e vice-versa<br />
Filho pródigo, sigo contido em supernova<br />
 <br />
 <br />
                                                <div style="text-align:right">Breno Trivellato, 2005</div><br />
<br />
<br />
<br />
<span style="font-size:14pt">Definição Confessa</span><br />
 <br />
Tristeza é sentir o perfume da morte<br />
O aroma presumivelmente doce do ocaso final<br />
A fragrância indelicada dos sonhos esquisitos<br />
O cheiro forte daquele suicídio desproposital<br />
Aquele odor entorpecente da rotina mal-quista<br />
Arrasadora maré olfativa aos narizes dendríticos<br />
Magnânima na terra dos insossos e sem-graça<br />
 <br />
Tristeza é buscar cambaleante pela luminária<br />
Como um cego solitário tateando a luz<br />
Aquela sempre distante luz no fim do túnel<br />
Ainda que longe, é notável e bela<br />
Mas permanece inalcançável, obtusa, vaga<br />
Tremulante no gris fortificado de minhas sinapses<br />
Soberana no reino da escuridão confusa<br />
 <br />
Tristeza é, ainda, a reação à alegria<br />
Embate eterno entre emoções opostas <br />
Fenômeno intrínseco à dualidade humana<br />
Simplista em demasia sob a luz da razão<br />
Deveras complicado em termos de sensibilidade<br />
Lenta marcha a ré de todo um metabolismo <br />
Imponente sobre os desavisados e não adaptáveis<br />
 <br />
Pesadelos incólumes atormentam o desalmado<br />
E a tristeza parasita suas vísceras descontentes<br />
Nunca mais aquela existência outrora vivida, vívida<br />
Quando as surpresas do futuro só engatilham o medo<br />
Apenas parecemos dirigir felizes ao olhar o retrovisor<br />
Valha-nos, bilhões de soldados, neurônios e litros de sangue<br />
Destronemos a influência corrupta deste sentimento vil<br />
 <br />
Todavia, fui mais alegre do que sou triste.<br />
Cotovia, serei também mais alegre do que triste.<br />
 <br />
 <br />
                                                    <div style="text-align:right">Breno Trivellato, 2006</div><br />
<br />
<br />
<span style="font-size:14pt">Lamentos em Branco</span><br />
 <br />
Nunca houve tempo tão duvidoso e desconfiado<br />
Mas persistem os sorrisos tortos e espontâneos<br />
Onde minhas palavras e pensamentos se voltam contra mim<br />
E a luz que guia o bem se avermelha no horizonte<br />
Distante horizonte onde os anjos brindam em paz<br />
A paz que os tolos anseiam e os sábios cultivam<br />
 <br />
O poente colore o firmamento de laranja progressivo<br />
E felizmente tão belo céu não desabou sobre nossas cabeças<br />
Ainda assim me descuido e bato a cabeça em tal teto matizado<br />
Alto demais para passar despercebido<br />
Baixo demais para se fazer perceber<br />
Tão logo minha íris espelhe este momento único<br />
Farei o possível e o improvável para reter a divindade em mim<br />
 <br />
Às vezes tudo parece uma chuva passageira outonal<br />
Outras, uma terrível geleira eterna siberiana<br />
Alguns adoram os lamentos das tardes vazias, vadias e solitárias<br />
Um punhado se rende ao conforto das reclamações convenientes<br />
Outros perseguem a evolução tendo a disciplina como braço direito<br />
E o bom-senso como sensei soberano<br />
 <br />
Desta nossa vida ambígua, ora simplista ora complexa<br />
Muitas coisas apenas rebatem nas oscilações ressonantes da minha mente<br />
Limites e fronteiras perturbam as águas da minha calma lacustre<br />
Mas a pergunta escandalosa é: que infelicidade gera tal imposição?<br />
Uma construção a partir de erros sucessivos e nozes em falta<br />
Fundações preguiçosas, estrutura vacilante, aparência vergonhosa<br />
E o mar à vista pisca-pisca vermelho sangue miragem desértica<br />
 <br />
Deixe a harmonia e a simpatia na linha de espera<br />
Apreciando a charmosa sinfonia das dúvidas e arrependimentos<br />
Mas atenda-as logo, desprovido da educação lustrosa do telemarketing<br />
E faça florescer palavras mais belas nas páginas em branco<br />
 <br />
 <br />
                                             <div style="text-align:right">Breno Trivellato, 2007</div><br />
<br />
<br />
<span style="font-size:14pt">Revelação?</span><br />
 <br />
Do mundo das trevas ressurgi, ofegante<br />
Plácido feito uma manhã enevoada de sábado<br />
Cada singela pedrinha do mundo fazia todo sentido<br />
As horas me transpassavam em câmera lenta<br />
Sentia milhares de megatons pressionando minhas vísceras<br />
Minha imagem mais nítida a cada tijolo quântico detonado<br />
Bati minhas asas e irrompi daquela velha pele gasta<br />
 <br />
Destruída a muralha, construída minha ponte ectoplasmática<br />
Sonhos em trânsito constante, pesadelos que se consomem<br />
Turista nenhum se enfureceu com minha teimosia terrestre<br />
Toda uma era deixava o coma e contemplava o brilho<br />
O guia salvador, faísca educada e hospitaleira<br />
Promessas do fim das barreiras ditatoriais remissivas<br />
Antes sempre ocultas nas várias trincheiras mentais<br />
 <br />
Levanto e luto contra tudo que me é externo e estranho<br />
Combatendo os homens que correm sobre as águas<br />
Que pensam mas nunca mergulham em suas próprias idéias<br />
Preferem abrigar suas frustrações e perdem o fôlego<br />
Descrentes do oxigênio, fogem pelas saídas de incêndio moral<br />
E assim nunca vislumbram o caminho das almas até o céu<br />
 <br />
Este novo mundo é claro e preciso, objetivo e apaixonado<br />
Repleto de brilhos que ultrajam as demais cintilações<br />
E aqui se vive de maneira inadiável e irrecusável<br />
A consciência de que este segundo já se desperdiçou é soberana<br />
Ninguém anda de ré, ninguém enxerga de trás pra frente<br />
O êxtase dessa manhã perfeita que se anuncia é perpétuo<br />
E cada um tem seu próprio raio de luz conselheiro<br />
De cada um brota a singular fonte de seu íntimo<br />
Todos traçam seus caminhos baseados nas mensagens de tal fonte<br />
Todos segregam as mentiras e celebram as verdades inatas<br />
Não há motivos para guerras e desacatos<br />
O irrepreensível é não apreciar a linda paisagem<br />
 <br />
Resolvi abolir toda a dicotomia dos meus conceitos<br />
E abraçar o novo e o velho como a um só <br />
 <br />
 <br />
                                   <div style="text-align:right">Breno Trivellato, 2008</div></div>]]></description>
               </item>
      <item>
         <title>Listened</title>
         <link>http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2007/09/20/2zz9_listened</link>
         <pubDate>Thu, 20 Sep 2007 22:04:35 +0000</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2007/09/20/2zz9_listened</guid>
         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Catálogo pessoal.<br />
<br />
------------até 1998------------------------------------<br />
01 - Mamonas Assassinas -&gt; Mamonas Assassinas (1995)<br />
02 - The Beatles -&gt; The Red Album 1962-1966 (1973)<br />
03 - The Beatles -&gt; The Blue Album 1967-1970 (1973)<br />
04 - Lô Borges -&gt; Meus Momentos (1994)<br />
05 - Koji Kondo -&gt; The Legend of Zelda: A Link To The Past (1991)<br />
06 - Yasunori Mitsuda -&gt; Chrono Trigger Original Soundtrack (1995)<br />
07 - Steve Vai -&gt; Fire Garden (1996)<br />
08 - Titãs -&gt; Acústico MTV Titãs (1997)<br />
09 - Titãs -&gt; Volume Dois (1998)<br />
10 - The Verve -&gt; Urban Hymns (1997)<br />
11 - The Smashing Pumpkins -&gt; Mellon Collie And The Infinite Sadness (1995)<br />
------------------------------------------------------<br />
<br />
------------1999--------------------------------------<br />
01 - Radiohead -&gt; The Bends (1995)<br />
02 - The Smashing Pumpkins -&gt; Adore (1998)<br />
03 - The Smashing Pumpkins -&gt; Siamese Dream (1993)<br />
04 - The Smashing Pumpkins -&gt; Pisces Iscariot (1994)<br />
05 - Deep Purple -&gt; Machine Head (1972)<br />
06 - Alice Cooper -&gt; School's Out (1972)<br />
07 - Operation Ivy -&gt; Energy (1991)<br />
08 - Pennywise -&gt; Full Circle (1997)<br />
09 - Pennywise -&gt; Straight Ahead (1999)<br />
10 - NOFX -&gt; S&amp;M Airlines (1989)<br />
11 - Blink 182 -&gt; Enema of The State (1999)<br />
12 - Millencolin -&gt; Life on a Plate (1995)<br />
13 - Rancid -&gt; ...And Out Come The Wolves (1995)<br />
14 - Rancid -&gt; Life Won't Wait (1998)<br />
15 - Joe Satriani -&gt; Joe Satriani (1995)<br />
16 - The Offspring -&gt; Americana (1998)<br />
17 - The Offspring -&gt; Smash (1994) <br />
--------------------------------------------------------<br />
<br />
------------2000--------------------------------------<br />
01 - Joe Satriani -&gt; Flying in a Blue Dream (1989)<br />
02 - The Offspring -&gt; Ixnay On The Hombre (1997)<br />
03 - The Smashing Pumpkins -&gt; Machina - The Machines of God (2000)<br />
04 - Steve Vai -&gt; Passion and Warfare (1990)<br />
05 - Alice in Chains -&gt; Nothing Safe: Best on The Box (1999)<br />
06 - Live -&gt; Secret Samadhi (1997)<br />
07 - Red Hot Chili Peppers -&gt; Californication (1999)<br />
08 - The Smashing Pumpkins -&gt; Machina II - The Friends And Enemies of Modern Music (2000)<br />
09 - Nobuo Uematsu -&gt; Final Fantasy VIII Original Soundtrack (1999)<br />
------------------------------------------------------<br />
<br />
------------2001--------------------------------------<br />
01 - U2 -&gt; The Best of 1980-1990 (1998)<br />
02 - Nobuo Uematsu -&gt; Final Fantasy VII Original Soundtrack (1997)<br />
03 - Joe Satriani -&gt; Crystal Planet (1998)<br />
04 - Dream Theater -&gt; A Change of Seasons (1995)<br />
05 - Joe Satriani -&gt; Surfing With The Alien (1987)<br />
06 - Steve Vai -&gt; The Ultra Zone (1999)<br />
07 - Koji Kondo -&gt; The Legend of Zelda: Ocarina of Time Original Soundtrack (1998)<br />
------------------------------------------------------<br />
<br />
------------2002--------------------------------------<br />
01 - Red Hot Chili Peppers -&gt; Blood Sugar Sex Magik (1991)<br />
02 - The Smashing Pumpkins -&gt; Gish (1991)<br />
03 - The Smashing Pumpkins -&gt; Rotten Apples (2001)<br />
04 - The Smashing Pumpkins -&gt; Judas Ø (2001)<br />
05 - Nobuo Uematsu -&gt; Final Fantasy IX Original Soundtrack (2000)<br />
06 - Deep Purple -&gt; Fireball (1971)<br />
07 - Nobuo Uematsu -&gt; Final Fantasy VI Original Soundtrack (1994)<br />
08 - Dream Theater -&gt; Falling Into Infinity (1997)<br />
09 - Steve Vai - Alien Love Secrets (1995)<br />
10 - Dream Theater -&gt; Metropolis Pt.2: Scenes From a Memory (1999)<br />
11 - Dream Theater -&gt; Awake (1994)<br />
12 - Raul Seixas -&gt; Gita (1974)<br />
13 - Raul Seixas -&gt; Novo Aeon (1975)<br />
14 - Raul Seixas -&gt; Krig-Ha, Bandolo (1973) <br />
15 - Red Hot Chili Peppers -&gt; By The Way (2002)<br />
<br />
-------------------------------------------------------<br />
<br />
------------2003--------------------------------------<br />
01 - Black Sabbath -&gt; Paranoid (1970)<br />
02 - Black Sabbath -&gt; Master of Reality (1971)<br />
03 - Pink Floyd -&gt; Obscured By Clouds (1972)<br />
04 - Pink Floyd -&gt; Music From The Film More (1969)<br />
05 - Pink Floyd -&gt; The Dark Side of The Moon (1973)<br />
06 - Pink Floyd -&gt; The Wall (1979)<br />
07 - Pink Floyd -&gt; Is There Anybody Out There? (2000)<br />
08 - Pink Floyd -&gt; Wish You Were Here (1975)<br />
09 - Pink Floyd -&gt; Meddle (1971)<br />
10 - Pink Floyd -&gt; Ummagumma (1969)<br />
11 - Pink Floyd -&gt; Atom Heart Mother (1970)<br />
12 - Pink Floyd -&gt; Animals (1977)<br />
13 - Pink Floyd -&gt; A Saucerful of Secrets (1968)<br />
14 - Pink Floyd -&gt; The Piper at The Gates of Dawn (1967)<br />
15 - The Smashing Pumpkins -&gt; Earphoria (2002)<br />
16 - Zwan -&gt; Mary Star of The Sea (2003)<br />
17 - The Smashing Pumpkins -&gt; The Aeroplane Flies High(1996)<br />
18 - The Smashing Pumpkins -&gt; Siamese Demos (1994)<br />
19 - Genesis -&gt; Trespass (1970)<br />
20 - Genesis -&gt; Nursery Cryme (1971)<br />
21 - Genesis -&gt; Foxtrot (1972)<br />
22 - Genesis -&gt; Genesis Live (1973)<br />
23 - Genesis -&gt; Selling England By The Pound (1973)<br />
24 - Genesis -&gt; The Lamb Lies Down on Broadway (1974)<br />
25 - System of a Down -&gt; Toxicity (2001)<br />
26 - System of a Down -&gt; System of a Down (1998) <br />
27 - System of a Down -&gt; Steal This Album! (2002)<br />
28 - Billy Corgan -&gt; Ransom Soundtrack (1996)<br />
29 - Radiohead -&gt; OK Computer (1997)<br />
30 - Radiohead -&gt; Pablo Honey (1993)<br />
31 - Steve Vai -&gt; Alive in an Ultra World (2001)<br />
32 - The Smashing Pumpkins -&gt; Machina Acoustic Demos (2000)<br />
-------------------------------------------------------<br />
<br />
-------------2004--------------------------------------<br />
01 - The Smashing Pumpkins -&gt; Mashed Potatoes (1994)<br />
02 - The Smashing Pumpkins -&gt; Live at Cabaret Metro 05/10/88 (2000)<br />
03 - The Smashing Pumpkins -&gt; Adore Demos I (1998)<br />
04 - The Smashing Pumpkins -&gt; Reel Time Studio Sessions (1989)<br />
05 - Zwan -&gt; Djali Zwan live at Cafe de La Danse-08/02/2003 (2003)<br />
06 - Coldplay -&gt; A Rush of Blood to The Head (2002)<br />
07 - Coldplay -&gt; Parachutes (2000)<br />
08 - James Iha -&gt; Let it Come Down (1998)<br />
09 - Melissa Auf Der Maur -&gt; Auf Der Maur (2004)<br />
10 - The Mars Volta -&gt; De-Loused in The Comatorium (2003)<br />
11 - Radiohead -&gt; Kid A (2000)<br />
12 - Radiohead -&gt; Amnesiac (2001)<br />
13 - Radiohead -&gt; Hail To The Thief (2003)<br />
14 - Audioslave -&gt; Audioslave (2002)<br />
15 - R.E.M. -&gt; Automatic For The People (1992)<br />
16 - R.E.M. -&gt; Out of Time (1991)<br />
17 - Nobuo Uematsu -&gt; Final Fantasy V Original Soundtrack (1992)<br />
18 - My Bloody Valentine -&gt; Loveless (1991)<br />
19 - My Bloody Valentine -&gt; Glider EP (1990)<br />
20 - My Bloody Valentine -&gt; Tremolo EP (1991)<br />
21 - The Beatles -&gt; Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967)<br />
22 - The Beatles -&gt; Magical Mystery Tour (1967)<br />
23 - John Frusciante -&gt; Shadows Collide With People (2004)<br />
24 - John Frusciante -&gt; To Record Only Water For Ten Days (2001)<br />
25 - Muse -&gt; Absolution (2003)<br />
26 - Mogwai -&gt; Rock Action (2001)<br />
27 - Mogwai -&gt; Happy Songs For Happy People (2003)<br />
28 - Pearl Jam -&gt; Ten (1991)<br />
29 - Pearl Jam -&gt; Vs. (1993)<br />
30 - Snow Patrol -&gt; Final Straw (2003)<br />
31 - The Cure -&gt; Wish (1992)<br />
32 - Jimmy Chamberlin Complex -&gt; Life Begins Again (2005)<br />
<br />
------------2005--------------------------------------<br />
01 - A Perfect Circle -&gt; Mer de Noms (2001)<br />
02 - Camel -&gt; The Snow Goose (1975)<br />
03 - Billy Corgan &amp; Mike Garson -&gt; Stigmata Soundtrack (1999)<br />
04 - Muse -&gt; Origin of Symmetry (2001)<br />
05 - Talking Heads -&gt; 1977 (1977)<br />
06 - Talking Heads -&gt; More Songs About Buildings and Food (1978)<br />
07 - Talking Heads -&gt; Stop Making Sense (1984)<br />
08 - Foo Fighters -&gt; There's Nothing Left to Lose (1999)<br />
09 - Foo Fighters -&gt; The Colour and The Shape (1997)<br />
10 - Audioslave -&gt; Out of Exile (2005)<br />
11 - Franz Ferdinand -&gt; Franz Ferdinand (2004)<br />
12 - Mew -&gt; Frengers (2003)<br />
13 - Mew -&gt; Half The World is Watching Me (2000)<br />
14 - Mew -&gt; A Triumph for a Man (1997)<br />
15 - Cursive -&gt; Ugly Organ (2003)<br />
16 - Cursive -&gt; Domestica (2000)<br />
17 - Billy Corgan -&gt; TheFutureEmbrace (2005)<br />
18 - Mike Oldfield -&gt; Tubular Bells (1973)<br />
19 - Mike Oldfield -&gt; Amarok (1990)<br />
20 - Genesis -&gt; A Trick of The Tail (1976)<br />
21 - Genesis -&gt; Wind &amp; Wuthering (1977)<br />
22 - Genesis -&gt; From Genesis To Revelation (1969)<br />
23 - Genesis -&gt; Seconds Out (1977)<br />
24 - System of a Down -&gt; Mezmerize (2005)<br />
------------------------------------------------------- <br />
<br />
-----------2006----------------------------------------<br />
01 - King Crimson -&gt; In The Court of The Crimson King (1969)<br />
02 - King Crimson -&gt; In The Wake of Poseidon (1970) <br />
03 - Coldplay -&gt; X &amp; Y (2005)<br />
04 - Camel -&gt; Moonmadness (1976)<br />
05 - Camel -&gt; Mirage (1974)<br />
06 - Camel -&gt; Camel (1973)<br />
07 - Camel -&gt; Breathless (1978)<br />
08 - Camel -&gt; Rain Dances (1977)<br />
09 - Camel -&gt; I Can See Your House From Here (1979)<br />
10 - Mew -&gt; ...And The Glass Handed Kites (2005)<br />
11 - Camel -&gt; A Live Record (1978)<br />
12 - Camel -&gt; The Single Factor (1982)<br />
13 - Muse -&gt; Hullabaloo Soundtrack (2002)<br />
14 - Muse -&gt; Showbiz (1999)<br />
15 - Muse -&gt; Black Holes and Revelations (2006)<br />
16 - Sophia -&gt; People are Like Seasons (2004)<br />
17 - Belasco - Knowing Everyone's Okay (2003)<br />
18 - Oceansize -&gt; Effloresce (2003)<br />
19 - Oceansize -&gt; Size of an Ocean (2004)<br />
20 - Oceansize -&gt; Everyone Into Position (2005)<br />
21 - Oceansize -&gt; Music For Nurses EP (2004)<br />
22 - Thom Yorke -&gt; The Eraser (2006)<br />
23 - David Gilmour -&gt; On an Island (2006)<br />
24 - David Gilmour -&gt; About Face (1984)<br />
25 - David Gilmour -&gt; David Gilmour (1978)<br />
26 - Spock's Beard -&gt; The Kindness of Strangers (1998)<br />
27 - Spock's Beard -&gt; Beware of Darkness (1996)<br />
28 - Spock's Beard -&gt; V (2000)<br />
29 - Muse -&gt; Absolution Tour (Live at Glastonbury 2004) (2005)<br />
-------------------------------------------------------<br />
<br />
--------------2007-------------------------------------<br />
01 - Porcupine Tree -&gt; In Absentia (2002)<br />
02 - Porcupine Tree -&gt; The Sky Moves Sideways (1995)<br />
03 - Koji Kondo -&gt; The Legend of Zelda: Majora's Mask Original Soundtrack (2000)<br />
04 - The Who -&gt; Tommy Original Soundtrack (1975)<br />
05 - Built to Spill -&gt; Perfect From Now On (1997)<br />
06 - Built to Spill -&gt; Keep it Like a Secret (1999)<br />
07 - Built to Spill -&gt; There's Nothing Wrong With Love (1994)<br />
08 - Pineapple Thief -&gt; Variations on a Dream (2003)<br />
09 - Pineapple Thief -&gt; 137 (2001)<br />
10 - Pineapple Thief -&gt; 8 Days (2003)<br />
11 - Pineapple Thief -&gt; Abducting the Unicorn (1999)<br />
12 - The Smashing Pumpkins -&gt; Zeitgeist (2007)<br />
13 - The Smashing Pumpkins -&gt; Adore Demos II (1998)<br />
14 - Built to Spill -&gt; You in Reverse (2006)<br />
15 - Built to Spill -&gt; Ancient Melodies of The Future (2001)<br />
16 - Built to Spill -&gt; Ultimate Alternative Wavers (1993)<br />
17 - Univers Zero -&gt; 1313 (1977)<br />
18 - Univers Zero -&gt; Heresie (1979)<br />
19 - Univers Zero -&gt; Ceux Du Dehors (1981)<br />
20 - King Crimson -&gt; Red (1974)<br />
21 - King Crimson -&gt; Starless and Bible Black (1974)<br />
22 - King Crimson -&gt; Larks' Tongues in Aspic (1973)<br />
23 - Oceansize -&gt; Frames (2007)<br />
24 - Audioslave -&gt; Revelations (2006)<br />
25 - Porcupine Tree -&gt; Deadwing (2005)<br />
26 - Porcupine Tree -&gt; Fear of a Blank Planet (2007)<br />
27 - Porcupine Tree -&gt; Nil Recurring EP (2007)<br />
28 - Radiohead -&gt; In Rainbows (2007)<br />
29 - A Perfect Circle -&gt; Thirteenth Step (2003)<br />
<br />
--------------------------------------------------------<br />
<br />
-------------------2008---------------------------------<br />
01 - The Smashing Pumpkins -&gt; American Gothic EP (2008)<br />
02 - Pineapple Thief -&gt; What We Have Sown (2007)<br />
03 - Pineapple Thief -&gt; Little Man (2006)<br />
04 - Pineapple Thief -&gt; Live 2003 (2003)<br />
05 - Red Hot Chili Peppers -&gt; Stadium Arcadium (2006)<br />
06 - Nobuo Uematsu -&gt; Final Fantasy X Original Soundtrack (2001)<br />
07 - Sigur Rós -&gt; Takk... (2005)<br />
08 - Sigur Rós -&gt; Ágætis Byrjun (1999)<br />
09 - Elbow -&gt; Asleep in The Back (2001)<br />
10 - Elbow -&gt; Cast of Thousands (2003)<br />
11 - Elbow -&gt; Leaders of The Free World (2005)<br />
12 - Elbow -&gt; The Seldom Seen Kid (2008)<br />
13 - Yes -&gt; Relayer (1974)<br />
14 - Yes -&gt; Close to The Edge (1972)<br />
15 - Yes -&gt; Fragile (1971)<br />
16 - Pineapple Thief -&gt; Tightly Unwound (2008)<br />
17 - Aereogramme -&gt; My Heart Has a Wish That You Would Not Go (2007)<br />
18 - Aereogramme -&gt; Sleep and Release (2003)<br />
19 - Aereogramme -&gt; A Story in White (2001)<br />
20 - Mike Oldfield -&gt; Hergest Ridge (1974)<br />
21 - Mike Oldfield -&gt; Platinum (1979)<br />
22 - Mike Oldfield -&gt; Tubular Bells II (1992)<br />
23 - Coldplay -&gt; Viva La Vida or Death and All His Friends (2008)<br />
24 - King Crimson -&gt; Lizard (1970)<br />
25 - King Crimson -&gt; Islands (1971)<br />
26 - King Crimson -&gt; Earthbound (1972)<br />
27 - King Crimson -&gt; USA (1975)<br />
28 - King Crimson -&gt; A Young Person's Guide To King Crimson (1976)<br />
29 - Porcupine Tree -&gt; We Lost The Skyline (2008)<br />
30 - Porcupine Tree -&gt; Signify (1996)<br />
31 - Porcupine Tree -&gt; Insignificance (1996)<br />
32 - Porcupine Tree -&gt; Coma Divine [Recorded Live in Rome] (1997)<br />
33 - Mahavishnu Orchestra -&gt; The Inner Mounting Flame (1971)<br />
34 - Mahavisnhu Orchestra -&gt; Birds of Fire (1973)<br />
35 - Uriah Heep -&gt; ...Very 'eavy... Very 'umble (1970)<br />
36 - Uriah Heep -&gt; Salisbury (1971)<br />
37 - Uriah Heep -&gt; Demons and Wizards (1972)<br />
38 - Uriah Heep -&gt; Sweet Freedom (1973)<br />
39 - Live -&gt; The Distance To Here (1999)<br />
40 - Live -&gt; Throwing Copper (1994)<br />
41 - Santana -&gt; Caravanserai (1972)<br />
42 - Santana -&gt; Welcome (1973)<br />
43 - Santana -&gt; Borboletta (1974)<br />
44 - The Verve -&gt; Forth (2008)<br />
45 - The Verve -&gt; A Northern Soul (1995)<br />
46 - The Verve -&gt; A Storm in Heaven (1993)<br />
47 - The Verve -&gt; The Verve EP (1992)<br />
48 - The Verve -&gt; No Come Down EP (1994)<br />
49 - The Verve -&gt; This is Music: The Singles 1992-1998 (2004)<br />
50 - The Verve -&gt; Live in Glastonbury 2008 (2008)<br />
51 - Chico Buarque -&gt; Construção (1971)<br />
52 - Chico Buarque -&gt; Meus Caros Amigos (1976) <br />
53 - Chico Buarque -&gt; Chico Buarque (Samambaia) (1978)<br />
54 - Talking Heads -&gt; Fear of Music (1979)<br />
55 - Talking Heads -&gt; Remain in Light (1980)<br />
56 - Talking Heads -&gt; The Name of This Band is Talking Heads (1982)<br />
57 - Talking Heads -&gt; Speaking in Tongues (1983)<br />
58 - Stereophonics -&gt; Just Enough Education to Perform (2001)<br />
59 - Stereophonics -&gt; Language. Sex. Violence. Other? (2005)<br />
60 - Stereophonics -&gt; Word Gets Around (1997)<br />
61 - Lô Borges -&gt; Lô Borges (Disco do Tênis) (1972)<br />
62 - Lô Borges -&gt; A Via Láctea (1979)<br />
63 - Lô Borges -&gt; Nuvem Cigana (1981)<br />
64 - Trace -&gt; Trace (1974)<br />
65 - Trace -&gt; Birds (1975)<br />
66 - Trace -&gt; The White Ladies (1976)<br />
67 - Rush -&gt; 2112 (1976)<br />
68 - Rush -&gt; A Farewell To Kings (1977)<br />
69 - Rush -&gt; Hemispheres (1978)<br />
70 - Rush -&gt; Caress of Steel (1975)<br />
71 - Coldplay -&gt; Prospekt's March EP (2008)<br />
72 - The Cooper Temple Clause -&gt; See This Through and Leave (2002)<br />
73 - The Cooper Temple Clause -&gt; Kick up The Fire, and Let the Flames Break Loose (2003)<br />
74 - The Cooper Temple Clause -&gt; Make This Your Own (2007)<br />
75 - The Smashing Pumpkins -&gt; If All Goes Wrong (Live) (2008)<br />
76 - Richard Wright -&gt; Wet Dream (1978)<br />
77 - Richard Wright -&gt; Broken China (1996)<br />
78 - Pearl Jam -&gt; Vitalogy (1994)<br />
79 - Pearl Jam -&gt; No Code (1996)<br />
80 - The Alan Parsons Project -&gt; Eye in The Sky (1982)<br />
81 - Olivier Messiaen -&gt; Turangalîla-Symphonie (1948)<br />
<br />
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------<br />
<br />
------------------------2009---------------------------------------------------------------------------<br />
01 - Anekdoten -&gt; From Within (1999)<br />
02 - Anekdoten -&gt; Nucleus (1995)<br />
03 - Secret Machines -&gt; Now Here is Nowhere (2004)<br />
04 - Secret Machines -&gt; Ten Silver Drops (2006)<br />
05 - Secret Machines -&gt; Secret Machines (2008)<br />
06 - Kraftwerk -&gt; Autobahn (1974)<br />
07 - Kraftwerk -&gt; Radio-Activity (1975)<br />
08 - Frank Zappa -&gt; Hot Rats (1969)<br />
09 - Frank Zappa -&gt; Waka / Jawaka (1972)<br />
10 - Frank Zappa -&gt; The Grand Wazoo (1972)<br />
11 - Frank Zappa -&gt; Sleep Dirt (1979)<br />
12 - The Who -&gt; Tommy (1969)<br />
13 - The Who -&gt; Who's Next (1971)<br />
14 - The Who -&gt; Quadrophenia (1973)<br />
15 - Solaris -&gt; Marsbéli Krónikák (1984)<br />
16 - Solaris -&gt; Solaris 1990 (1990)<br />
17 - Solaris -&gt; Live in Los Angeles (1986)<br />
18 - Solaris -&gt; Nostradamus: The Book of Prophecies (1999)<br />
19 - Kraftwerk -&gt; The Man-Machine (1978) <br />
20 - Kraftwerk -&gt; Computer World (1981)<br />
21 - Los Hermanos -&gt; Los Hermanos (1999)<br />
22 - Los Hermanos -&gt; O Bloco do Eu Sozinho (2001)<br />
23 - Los Hermanos -&gt; Ventura (2003)<br />
24 - Los Hermanos -&gt; 4 (2005)<br />
25 - Spock's Beard -&gt; Snow (2002)<br />
26 - Spock's Beard -&gt; Day For Night (1999)<br />
27 - Spock's Beard -&gt; The Light (1995)<br />
28 - The Beatles -&gt; Please Please Me (1963)<br />
29 - The Beatles -&gt; With The Beatles (1963)<br />
30 - Tinted Windows -&gt; Tinted Windows (2009)<br />
31 - Beirut -&gt; Lon Gisland EP (2007)<br />
32 - Beirut -&gt; Pompeii EP (2007)<br />
33 - Beirut -&gt; Elephant Gun EP (2007)<br />
34 - Deep Purple -&gt; Concerto For Group and Orchestra (1969)<br />
35 - Emerson, Lake &amp; Palmer -&gt; Emerson, Lake &amp; Palmer (1970)<br />
36 - Emerson, Lake &amp; Palmer -&gt; Tarkus (1971)<br />
37 - Emerson, Lake &amp; Palmer -&gt; Pictures at an Exhibition (1971)<br />
38 - Emerson, Lake &amp; Palmer -&gt; Trilogy (1972)<br />
39 - Emerson, Lake &amp; Palmer -&gt; Brain Salad Surgery (1973)<br />
40 - Broken Social Scene -&gt; Feel Good Lost (2001)<br />
41 - Broken Social Scene -&gt; You Forgot it in People (2002)<br />
42 - Broken Social Scene -&gt; Bee Hives (2004)<br />
43 - Broken Social Scene -&gt; Broken Social Scene (2005)<br />
44 - Broken Social Scene -&gt; EP To Be You and Me (2005)<br />
45 - Kraftwerk -&gt; Trans-Europe Express (1977)<br />
46 - Kraftwerk -&gt; Ralf und Florian (1973)<br />
47 - God is an Astronaut -&gt; Far From Refuge (2007)<br />
48 - God is an Astronaut -&gt; All is Violent, All is Bright (2005)<br />
49 - God is an Astronaut -&gt; A Moment of Stillness EP (2006)<br />
50 - God is an Astronaut -&gt; God is an Astronaut (2008)<br />
51 - God is an Astronaut -&gt; The End of The Beginning (2002)<br />
52 - Steven Wilson -&gt; Insurgentes (2008)<br />
53 - Gazpacho -&gt; Night (2007)<br />
54 - Mercury Rev -&gt; See You On The Other Side (1995)<br />
55 - Tortoise -&gt; Millions Now Living Will Never Die (1996)<br />
56 - Tortoise -&gt; It's All Around You (2004)<br />
57 - <br />
<br />
Contagem dos corpos: 340</div>]]></description>
               </item>
      <item>
         <title>A Worm in Paradise (My personal Zeitgeist)</title>
         <link>http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2007/07/28/2zz8_a_worm_in_paradise_%28my_personal_zeitgeist%29</link>
         <pubDate>Sat, 28 Jul 2007 07:25:00 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Insignificantemente gigante próximo daqueles que amo, mas de que me adianta viver afastado? Retomo a barca do inferno certo da minha desconfiança por Caronte, e o fétido Aqueronte provoca náuseas mentais a ponto de me fazer lacrimejar. Ainda não meditei o suficiente para alcançar os Elísios, mas este pedaço da Terra e seus humanos já me bastam. E sobram. Mesmo que eu seja desprovido de sentidos e de sensibilidade e de sobrevisão e de vontade, esforço-me. E caio. E levanto timidamente. E me esgueiro por entre a multidão. Minha lábia é a camuflagem, feito camaleão me escondo. Mas cá estou, confortável e de saída, mais uma vez. O saldo é positivo mas as conquistas são pequenas, à primeira vista. Minha memória é boa demais pra erradicar a nostalgia e o vazio do futuro, para enfim preenchê-lo sem os &quot;poréns&quot; e &quot;entretantos&quot; dos vinte e nada anos. Banquemos o forte masoquista e embarquemos rumo a Cerberus novamente. Com fé, um dia ele se torna um belo e amável Husky Siberiano. Enquanto isso não ocorre, amanhã morre mais uma minhoca no paraíso e surge mais uma triste raposa no purgatório superpopuloso. <br />
<br />
Com vocês, o Espírito do meu Tempo presente.<br />
(Ou ainda, o Espírito do meu tempo, presente!)</div>]]></description>
               </item>
      <item>
         <title>I of the mourning</title>
         <link>http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2006/07/02/2zz7_i_of_the_mourning</link>
         <pubDate>Sun, 2 Jul 2006 18:30:37 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">No ônibus que transporta a seleção brasileira na Alemanha, lê-se: &quot;Veículo monitorado por 180 milhões de corações brasileiros&quot;. Em inglês e portugês. Pena que os mais ou menos 50 corações que tripulavam o tal ônibus batiam descompassados, sob o ritmo alegre do samba movido à arrogância. Posturas como &quot;já vencemos&quot;, &quot;somos os melhores&quot;, &quot;não tem pra ninguém&quot;, &quot;estamos certos&quot;, e blá-blá-blá eram recorrentes nos sorrisos e na seriedade de quem desembarcava do veículo rumo ao estádio de Frankfurt, em cena semelhante à já vista em Berlim, depois em Munique, e por duas vezes em Dortmund. Aquela é a seleção brasileira, a badalada miríade de craques, famosa pelos títulos que já venceu, inúmeros, e pelo marketing que a circula. Atual campeã de basicamente todos os torneios, com jogadores que são destaques em seus clubes. A maior do planeta, a máquina de jogar futebol. Favoritíssima mais uma vez a erguer a taça e quebrar uma pancada de recordes, o que consagraria uma geração mais que vencedora, brilhante. Aliás, tão brilhante quanto a geração de 82, que ficou devendo títulos mas impressionou o mundo, e a de 70, que impressionou o mundo do mesmo jeito e ganhou os títulos. Enfim, todo o palco está montado para a seleção fazer história e entrar pra ela, mas todo mundo quis comemorar antes de terminar o serviço. Mesmo um time impressionante não ganha nada só através da fama e do potencial, do marketing e do apoio. É necessário empenho, garra, atitude, raça, humildade, vontade de vencer, gana e amor à camisa, e nesses ítens o Brasil ficou devendo, e muito. Não dá pra ficar falando que o time é bom, que se der espaço pra ele jogar toma gol, não dá pra ficar fazendo apenas micagens em treinos e não suar em prol de um objetivo. <br />
&quot;A seleção brasileira não foi a seleção brasileira neste mundial&quot;, o Kaká acertou nessa sua declaração, apesar da constatação ser óbvia. Era muito mais uma versão futebolística canarinha dos famosos Harlem Globetrotters, time de basquete norte-americano que não disputa jogos oficiais, apenas faz exibições de talento e habilidade em jogos de mentirinha. E foi o que se viu na Alemanha, um bando de craques se exibindo pra torcida, mas não de maneira prática e objetiva durante as partidas, mas sim de maneira descontraída nos treinos. Pra quê treinar ou se concentrar e se motivar para os jogos, se tudo se resolve positivamente em campo, né? <br />
Mas o futebol não é assim. Aliás, nunca foi. E o resultado? A França entrando em campo, lado a lado com os brasileiros, no dia 1º de Julho, cantando a Marselhesa a plenos pulmões, transpirando vontade e determinação aliadas ao talento que restou aos já bem experientes jogadores franceses. E tal talento dá e sobra para Zinedine Zidane reinar em campo, tomando posse do meio de campo já na primeira metade do primeiro tempo. Com isso, seus fiéis ajudantes Patrick Vieira e Makelele têm liberdade pra fazer o que lhes foi designado, Malouda e Ribery podem avançar perigosamente pelas pontas saem desguarnecer a defesa, Henry pode assustar os 180 milhões de corações brasileiros no ataque. Porque Thuram e seus companheiros de defesa têm domínio absoluto lá atrás, tanto que Fabian Barthez não tem preocupações no decorrer da partida. Ronaldinho Gaúcho esboça ameaça jogar algo, mas se esconde por trás da faixa da Nike em que se enxerga um &quot;R&quot; inscrito que segura sua cabeleira. Ronaldo, o &quot;atacante de peso&quot; em ambos os sentidos, não se movimenta. Cafu e Roberto Carlos parecem piadas laterais, pois os lances bisonhos que que fazem não sugerem outra coisa. Kaká desceu a ladeira durante a Copa, e não parece se recuperar nesse jogo. Gilberto Silva perde os duelos com Zidane, e Juninho se intimida frente aos seus súditos da França. A defesa brasileira, quem diria, é o que nos salva de um desastre já prenunciado. E acaba o primeiro tempo.<br />
Vem o segundo tempo, Ronaldinho tirou a faixa, parece que não vai se esconder mais. Na cabeça de todos, imagina-se que o Parreira deu uma dura no time, pediu mais fervor em campo, e que o time vai voltar mais agressivo. Mas não, os problemas perduram. Aliás, como perduraram contra a Croácia e a Austrália, e foram levemente mascarados contra a fragilidade japonesa e a ingenuidade ganesa. Mas agora do outro lado têm o Zidane inspiradíssimo como em poucas oportunidades nos últimos anos. Cafu faz uma falta na lateral, Zidane cobra, cruzando na área. Três brasileiros acompanham cinco franceses, era óbvio que Henry apareceria totalmente livre a 1,5m do gol, pra simplesmente empurrar o cruzamento pro gol e sair pro abraço. Culpa de quem? Da falta de treino que acarretou o erro infantil de marcação? Do Dida, que não saiu pra pegar a bola na pequena área? Do Roberto Carlos, que resolveu ajeitar o meião justamente nessa hora? De quem?<br />
Mas bem, tomamos um gol. Talvez seja esse o tapa na cara que o time precisava pra acordar. Falta ainda meia hora de jogo, dá tempo. Mas o tempo passa, e a França é que perde oportunidades. O Brasil nem chuta a gol, assiste comodamente ao jogo francês, ainda regido por Zidane. Passa o tempo, e nada de vontade, nada de responsabilidade, nada de nada. Só se reconhece o Brasil em campo pelo amarelo intenso das camisas. Aos 40 e tanto do segundo tempo, Ronaldo dá o primeiro chute que chega de fato ao gol, mas leva tanto perigo que quase pode se sentir um bocejo esnobe do Barthez, enquanto cai pra espalmar a bola. O Parreira muda tarde, muda errado, permanece estático no banco. Ai que saudade do Felipão vibrante! Porque alguém tem que vibrar, não é possível. E, com o apito final, vibram os franceses, de quem viramos fregueses. E os jogadores brasileiros?? Abatidos, decepcionados? Se estão, escondem muito bem! Brasil 0x1 França, somos eliminados. Allez Le Bleus, Allez Le Bleus...<br />
E nada de fazer história, nada de brilhar, muito menos de encantar o mundo. Uma geração incrível se despede manchando a própria história com uma campanha pífia, a despeito do quinto lugar. Não serão lembrados nem pelo título ou pelo jogo de encher os olhos, apenas pelo descaso para com o maior torneio de futebol do mundo e apatia para com a própria profissão. E não serão mais monitorados pelos 180 milhões de corações brasileiros.</div>]]></description>
               </item>
      <item>
         <title>And everything just feels like rain </title>
         <link>http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2006/06/23/2zz6_and_everything_just_feels_like_rain_</link>
         <pubDate>Fri, 23 Jun 2006 03:16:46 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Escrever me faz organizar melhor as coisas, os pensamentos. É como se eu me materializasse fora de mim pra estabelecer uma discussão comigo mesmo. Faço isso o tempo todo, em mente, encarnando outras pessoas. Mas notei que escrever torna tudo mais claro. Isso é um motivo pra o que escrevo aqui, já que insito em precisar de um para tal.<br />
Vou fazer provas semana que vem, como tudo mais que fiz esse semestre: me virando pra achar coelhos de minha cartola limitada durante a prova, estudando de maneira burra nas vésperas. A duas semanas do término do semestre, já não dá pra salvá-lo em termos de aprendizado, vou ter que correr atrás a partir de agosto. Trabalhoso, mas não impossível. Mas ainda dá pra passar nas matérias, o que espero fazer, para o bem da escolha da grande área. Difícil, mas não impossível.<br />
O fato é que errei feio de estratégia para a vida acadêmica. Em plena Copa do Mundo, me permito uma metáfora futebolística: entrei com time pra enfrentar uma Angola desmotivada, e topei com um Brasil inspirado. A goleada foi grande, saio de campo envergonhado. Meu ataque não foi eficiente ao ponto de me proporcionar os resultados esperados, em grande parte porque o meio-campo não trabalhou as informações recebidas, e a defesa deixou vazar todos os 'petardos' que os professores disparavam. E não foram poucos: o Toscano e sua habilidade matemática quase inacreditável desnorteou fácil seus marcadores com seu sotaque recifense e a revolução incrível que é o Cálculo Diferencial e Integral na Matemática; a Maria Lúcia, subestimada pela sua risada de Coringa, postura corcunda e dificuldades em soltar a voz, proporcionou belos lances provando e demonstrando até os axiomas mais básicos da Álgebra Linear; o Hitoshi surpreendeu o goleiro, que não tinha grandes conhecimentos em programação, e deu uma de artilheiro levando a torcida a pensar racionalmente como um computador, e não com a influência emocional do ser humano; o Delson não fez grande partida e tem talento duvidoso, o que nos faz perguntar se o Desenho Geométrico é de fato uma jogada tão complexa e difícil ou se a catástrofe que causou na área adversária não foi pela sua mal-fadada execução...; o Hercílio, revelação da Química proveniente de Maceió, até fez uma bela partida, mas fica em segundo plano pela importância e relevância duvidosa da sua posição de atuação no ciclo básico, pois a Química Tecnológica Geral me parece mais cabível, nesse grau de profundidade, a jogos futuros desse torneio politécnico, quem sabe pra quem se envereda pela chave da Química, pois acho que para a calourada seus lances são bem mais do que o necessário; o Walmir Chitta tem a habilidade dos poucos que dominam desde mecânica clássica  a mecânica quântica, passando pela relativística, e sua atuação só não foi mais aguda porque nesse ponto me surpreendi com os meus titulares, já que eles parecem ter aprendido mais do que parecia com os jogos colegiais e o Torneio Objetivo do ano passado; sobrou o André, mas sua introdução para Engenharia é jogada mais básica do primeiro semestre de jogo, não requer empenho especial para sobrepujar suas jogadas. E, com esses sete mais a apatia demonstrada pelo meu time, perdemos. tá bom, a metáfora virou alegoria, mas é que tenho saudades de quando as humanas também entravam em campo... hehehe.<br />
Fato também que não só minha estratégia se mostrou falha durante o semestre, mas também nem ela eu consegui executar direito. Esse negócio de ir do céu para o quase inferno em seis meses não é brincadeira. Esse, com toda a certeza, foi o semestre mais antitético que já vivi. Janeiro e fevereiro foram êxtase puro, março foi desastroso, abril teve uma semana de paz e o resto foi penoso, como maio, e junho vem sendo esquisito, meio etéreo e intocável, no sentido de inatingível mesmo. Soma-se a isso a falta de concentração, as metas mal definidas por desconhecimento de percurso, o orgulho elevado, rebaixado e ferido, as inconstâncias de humor e as emoções não-reconfortantes, a insociabilidade, a nostalgia e a saudade até do passado imediato... enfim, temos meu primeiro semestre. Que, apesar de tudo, não foi ruim, mantenhamos o otimismo. <br />
Espero aprender com isso. Como aprendi com a reprovação no vestibular e dei a volta por cima. Que julho seja de reflexão, e agosto de prática. Que eu tenha maleabilidade o suficiente pra me adequar à nova realidade de maneira mais aprazível. Que eu consiga abdicar de alguns poucos prazeres que nutro aqui em São Paulo pra me dedicar mais e obter maior destaque, pois principalmente no começo o trabalho deverá ser árduo. Tomara que depois as coisas fluam com maior naturalidade. Que eu pare de bancar o ator de mil personagens e me defina logo por um papel (ou sou mesmo uma auto-variante caricata de mim mesmo para cada pessoa???). Que eu fique mais acessível e que eu mantenha apenas os bons lados da introspectividade (ok, já é muita exigência pra algo que demanda mais tempo e paciência pra se melhorar...).<br />
Agora, férias são tudo que eu quero. E Mineiros, e amigos, e família, e tempo, e vida. Coisas que tenho que me apegar também aqui em São Paulo, mas eu não me afino com o padrão paulistano. Quando acho que estou pegando o jeito, o micro-universo de 2005 se expande, e eu perco o pouco que conquistei naquele ano pelas distâncias e divergências da vida. Sou um mutante de adaptação lenta, é fato. Mas se tenho consciência disso, um passo já foi dado. Existirá o macro-universo?? Ou este é intermitente, já que a expansão nunca se finda?? <br />
E basta de perguntas. Vou tentar resolver meu EP 4.<br />
<br />
&quot;We mutilate the meanings, so they're easy to deny&quot;</div>]]></description>
               </item>
      <item>
         <title>Where am I sailing? </title>
         <link>http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2006/06/09/2zz5_where_am_i_sailing%3F_</link>
         <pubDate>Fri, 9 Jun 2006 22:34:38 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">A vida é bela e o azul puro do céu é lindo. Mas isso não impede que às vezes a vida acorde mal-humorada, ou que o cinza invada o firmamento. (Ainda assim, o céu permanece lindo). Enfim, o vai-e-volta acontece sempre, é preciso se acostumar com altos e baixos. Reconheço, é difícil, até por quê os altos são de imenso prazer, e os baixos de profunda desolação, mas é dessas distinções que a adaptação se faz necessária.<br />
A verdade é que a Poli é uma destruidora de egos de primeira. É uma baita escola, sim. O conteúdo que vemos lá é fantástico, claro. Os professores ficam o tempo todo esperando rendimento de 100% de nós, pobres alunos, sempre aplicando os exemplos mais difíceis, aqueles que à primeira vista você pensa: &quot;Meu Deus, como um dia vou enxergar isso?&quot;. Mas é justo que façam isso, afinal, estamos numa das melhores escolas de Engenharia da América Latina. Não dá pra levar de barriga, não mesmo. Ainda assim... é estranho você se acostumar a ir relativamente bem nos estudos, entrar numa USP da vida, comemorar tal aprovação, e depois só tomar tapa na cara. É como inflar um balão e depois ir murchando-o sadicamente. Não que eu esteja decepcionado com o curso!! Não, de jeito nenhum! Onde mais eu me aprofundaria tanto em exatas, aprenderia a pensar como as grandes mentes que criaram todo aquele conhecimento, ou pelo menos estudaria o pensamento delas. O curso nunca me desmotivou. O problema é mais comigo mesmo, não fui capaz de me adaptar com a agilidade necessária ao curso, por isso a surra. Outros se saíram bem melhor que eu nesse quesito, por isso saíram ilesos. Esse é o grande problema, a grande decepção, e o porquê desse semestre estar sendo tão complicado. Minha culpa, minha máxima culpa. Agora que o ego da boa aprovação foi obliterado, engulo meu orgulho e fico ainda mais alheio do que o normal na sala. Isso por quê já sou introspectivo por natureza, e fico ainda mais quando acho que as coisas não vão bem. Talvez por isso eu ainda esteja tão fora da integração da classe, já em junho. <br />
Outro problema, que chega talvez a ser uma qualidade. Nunca vou ser o típico engenheiro exatóide, aficcionado por números e tudo mais. Adoro engenharia, amo física, matemática é interessante pra caramba... mas ainda assim, história, geografia e literatura também são baitas disciplinas. Eu gostaria de me adentrar no campo de conhecimento delas, ao contrário de muitos lá da Poli que têm nojo por tais matérias. Isso me afasta do típico homem-exato, e acho isso bom, é um caminho mais do meio. E falar apenas sobre teoremas e axiomas é tão empolgante quanto falar com revolucionários conspiracionistas e utópicos das humanas. Nada de extremismos, ainda bem que sou assim... senão teria que me forçar a mudar.<br />
É... segundo o teste vocacional do Mapcom (não bem um teste de vocação, mas sim um desses testes científicos que traçam seu perfil profissional) revelou que tenho problemas com comunicação e delegação. Por outro lado, sou apto à liderança, faço bons planejamentos a longo prazo (pra Poli, o prazo foi curto.), tenho ótima afetividade e bom cultivo da auto-imagem. Não lembro de mais tópicos, o relatório de resultados tem umas oito páginas e uns dezessei quesitos, e eu ainda nem o li completamente. Mas como é um teste aplicado a profissionais já formados pra caracterização do perfil do trabalhador e tem uma metodologia bem aplicada, presumo que os resultados sejam confiáveis. Lê-lo-ei com mais cuidado, hehehe.<br />
E as férias vem aí. Finalmente um pouco de vida social e esportiva em Mineiros. E a Copa começou hoje, maratona futebolística pra mim nas próximas semanas. E a P3 vem aí, preciso de notas, logo preciso estudar sério. O segundo semestre vem aí, prometendo melhores horizontes, apesar do depoimento de todos que ele é bem mais difícil que o primeiro. E o Camel é uma p*** banda!! Estou escutando o disco homônimo agora, faixa Never Let Go, muito bonita! E ando também redescobrindo o Mellon Collie, pois estou escutando ele na versão alternativa que saiu pra vinil, disco triplo! São duas músicas a mais que no cd, e a ordem é totalmente mudada. Excepcional!<br />
Saudades da família mineirense, dos amigos goianos e paulistanos afastados, vocês fizeram falta nesse semestre complicado. E ainda bem que tenho a família paulistana aqui, senão a complicação seria cem vezes pior.<br />
<br />
Valeu.</div>]]></description>
               </item>
      <item>
         <title>Assumptions, tastes and relativity</title>
         <link>http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2006/01/27/2zz4_assumptions%2C_tastes_and_relativity</link>
         <pubDate>Fri, 27 Jan 2006 04:26:32 +0000</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2006/01/27/2zz4_assumptions%2C_tastes_and_relativity</guid>
         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Insinuei aqui mesmo, anteriormente, que gostar de progressivo é ter um pouco mais de maturidade musical do que quem desgosta do estilo, ou ainda fica indiferente a ele. Baseei essa minha afirmativa na complexidade do progressivo, no nível de concentração que ele exige do ouvinte, na proximidade que o estilo estabeleceu entre o rock e o erudito, passando pelo virtuosismo e o apreço pelas composições. Sim, perfeito. Para mim, tudo perfeito, é isso mesmo.<br />
Mas, entretanto, vem uma colega minha e brinca que sou imaturo por ainda não gostar muito dos três últimos trabalhos do Radiohead (pra mim, o &quot;art rock&quot; do Thom York combinou de maneira não muito eficaz o seu já famoso &quot;alto-astral&quot; com esquisitices . O resultado não me é tão agradável quanto um The Bends ou OK Computer. Mas encerremos já esse parêntese já longo demais), e do fugazi (nada contra. Ouvi pouco, e não dei mais atenção porque me pareceu punk demais, e cultivei um pré-pós-conceito nada agradável a respeito do punk, ultimamente). Posso vir a gostar de ambos num futuro nem muito distante, nem muito próximo... ou posso manter minha opinião... sei lá.<br />
O ponto é: quem é imaturo? Quem está certo? Não se pode responder tais perguntas isento de pessoalidade, relevando gostos musicais e preferências, experiências de vida e pensamentos. Então, é relativo. Parabéns Einstein, essa está longe de ser sua teoria da Relatividade, mas nesse caso tudo também é relativo. Não há verdade absoluta nesse quesito musical, é tudo muito subjetivo. No final, acaba sendo o que me toca contra o que toca os outros. Se for a mesma coisa, temos um consenso. Se divergir, temos a individualidade. Então, &quot;imaturidade musical&quot; não existe sem um padrão. Como o padrão também não existe, fica impossível qualquer determinação de qual gosto é superior, sem recorrer a totalitarismos e afins. <br />
<br />
Conclusão: &quot;imaturidade musical&quot; é o não-ser. E o não-se não é, segundo Parmênides. Mas segundo Heráclito, tudo flui, então o não-ser é um estado passageiro. Aí vem o Empédocles e sintetiza tudo: o não-ser não é, mas também flui, sem danificar sua estabilidade. E a confusão está instaurada. Ok, ok... brincadeira de muito mal gosto esse último parágrafo. Mas o resto foi sério, juro. <br />
<br />
<br />
(mas escutem progressivo, mesmo que isso não signifique ser maduro. É por que é bom mesmo!)</div>]]></description>
               </item>
      <item>
         <title>Many sides of someone I recognize</title>
         <link>http://www.last.fm/user/BrenoTrivelatto/journal/2005/12/17/2zz3_many_sides_of_someone_i_recognize</link>
         <pubDate>Sat, 17 Dec 2005 16:42:36 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">E deu vontade de escrever sobre um monte de coisas. Nada muito atual, nada muito pessoal, tudo mais universal. De um tempo em que eu possuía mais cultura geral do que tenho agora. Não sei se é possível retroceder em termos culturais, mas sem exercitar você obviamente perde a profundidade em muitas questões. Esse tempo todo como vestibulando (que espero estar terminando agora!) fez com que eu apurasse conhecimentos acerca do programa da Fuvest, mas ao mesmo tempo relegou ao segundo plano os conhecimentos gerais. Quando eu estava no terceiro ano, sabia muito mais sobre filosofia, sociologia e artes, em geral. Conhecimento este que propiciou a melhor redação da minha vida, na minha opinião, naquele segundo simulado do ENA, no terceirão. Posso ter melhorado meu vocabulário e progredido na forma e na técnica de redação hoje, mas em termos de texto, aquele foi o supra-sumo. Então, se eu queria uma introdução, já a tenho. O mais legal é ver que eu ainda concordo plenamente com tais opiniões, o que pode indicar duas coisas: ou não mudei muito (duvido) ou as colocações têm um certo sentido (acho mais razoável essa). Aí vai.<br />
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Sobre a morte, e o medo dela &gt;&gt;:  Fatalidades como a morte são muito piores para quem convive com elas do que para quem as vive. Pois quem convive tem que aprender a viver com a ausência do amigo, parente ou inimigo que morreu. Mas quem se foi não tem preocupação alguma, pois já não vive mais. <br />
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Sobre injustiça, e sua origem &gt;&gt;: A injustiça tende a ser uma característica inata do ser humano, visto que a razão de cada um é determinada por sua própria experiência. Visões unilaterais fatalmente resultam em injustiça. <br />
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Sobre a tão proclamada complexidade do mundo, a incessante busca pela perfeição, e uma pitada de cultura oriental &gt;&gt;: O mundo é tão simples quanto parece ser, pois é perfeito. A verdadeira complexidade está na mente humana. Ela só é complexa porque não alcançou ainda a perfeição total.<br />
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Sobre a mulher, e os preconceitos que a rondam ou rondavam &gt;&gt;: A mulher é incompleta sim, mas sob o modo de ver o mundo do homem. Como são diferentes, no que diz respeito a complexidade da mente, um sexo vê o que falta no outro sob o seu próprio prisma. Pois, na verdade, ninguém é totalmente completo. (Obs.: infelizmente.)<br />
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Sobre poesia, talvez uma poética própria &gt;&gt;: A poesia é a marca da imperfeição, pois retrata os vazios de seu autor. E se há vazios, há imperfeições. (Notar que vazio nem sempre é pejorativo, algo negativo)<br />
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Sobre propulsores da humanidade e, talvez, a gênese da superstição &gt;&gt;: O desejo, a imaginação, a vontade, talvez sejam alguns dos maiores trunfos da humanidade. É isso que move interesses e ações. É tão poderoso que temos medo e nos repreendemos quando pensamos em situações que não fazem parte dos nossos planos. (Obs.: Aberta a contestações, aberta a constatações...)<br />
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Sobre o imortal debate filosófico racionalismo X empirismo &gt;&gt;: Não se entende nada através da razão ou da sensação: estas duas vertentes são apenas o nosso modo de reagir ao mundo. Quando nos tornamos um com a realidade, quando nos elevamos ao seu patamar, é que podemos tomar ações em relação às coisas.<br />
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Algo comum na filosofia oriental, mas que parece exercer influência fundamental em mim &gt;&gt;: O caminho do meio é sempre melhor que os caminhos dos extremos.<br />
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Sobre sociedade, e mudanças &gt;&gt;: Se as pessoas agem conforme uma consciência coletiva, o método de impôr mudanças em ritmo lento, tendo em vista a adaptabilidade das pessoas a tais mudanças, está fadado ao fracasso. Essas alterações só dão resultados a longo prazo, e a vida do povo é curta. Assim, ele se sente lesado por iniciar as mudanças e não aproveitá-las Por tudo isso, é bem provável que o método mais eficaz de impôr mudanças seja o da Revolução rápida. A não ser que se altere o egocentrismo de cada um. <br />
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Último. Sobre mim mesmo, e comportamento social. Rápido e rasteiro &gt;&gt;: Já que não sei como me aproximar, eu me afasto. <br />
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Goodnight, always, to all that's pure that´s in your heart.</div>]]></description>
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