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            <pubDate>Thu, 1 Jan 1970 00:00:00 +0000</pubDate>
      <lastBuildDate>Thu, 1 Jan 1970 00:00:00 +0000</lastBuildDate>
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      <docs>http://www.audioscrobbler.net/data/webservices</docs>      <title>julijolie's Last.fm Journal</title>
      <link>http://www.last.fm/user/julijolie/journal</link>
      <description>The Last.fm journal for julijolie.
        Last.fm journals are a place to talk about all things music.</description>
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         <title>o leme vira</title>
         <link>http://www.last.fm/user/julijolie/journal/2011/03/14/49taiw_o_leme_vira</link>
         <pubDate>Mon, 14 Mar 2011 01:37:34 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Deve ser patético ler sobre a minha vida neste blog, mas como na vida há pessoas de todo o tipo, eu sou uma daquelas que adoram escrever e não posso deixar de praticar este hobby de escrever sobre a vida. <br />Mas sei que já estou cansada de tornar pública a minha vida. Quero escrever para um diário com uma capa de tecido florido, guardado no criado mudo ao lado de minha cama confortável. <br />Não sei se até lá ela será uma cama de casal e acompanhada. Não sei. <br />Talvez eu me case com um piloto de avião que sempre me deixará por várias noites sozinha e será que pensando nele ? <br />Sei que hoje a noite está perfeita para escrever com a janela aberta, enquanto ouço um jazz. <br />Ultimamente não tenho tido me deleitado muita a esses prazeres. Eles tem se tornado raros, talvez pela preocupação que tenho tido a respeito de trabalho e de fumar ou não fumar maconha. <br />Mas hoje, há poucos minutos lembrei de uma passagem do livro &quot;Criatividade Quântica&quot; de Amit Goswami, quando ele conta a história de alguém que queria atingir o dharma e então para isso ele explica que uma pessoa que se concentra, mas se permite relaxar é aquela que o atingirá. Não basta só a concentração. <br />Bom, e deixando este assunto de lado, quero registrar este momento em que consegui ver uma luz no fim do túnel........ sim ! Já sei o que farei com o dinheiro que minha mãe tem me patrocinado. <br />Preciso sair daqui com motivos que me levem além. Cansei de histórinha e dinheiro que não me leva nem à sorveteria!!! Isso é um absurdo !!! E eu não posso continuar escrevendo sobre minhas reclamações! <br />Quero ter uma vida privê, e poder deitar num lençol bem esticado. Sou a favor da escravidão e farei o que estiver ao meu alcance para continuar com aquele interesse de que as pessoas possam se libertar. <br />Persisto em continuar ser Polyana demais, mas é muito chato como estamos, e será bem mais legal se pudermos ser todos limpinhos rsrsrs... inteligentes. Não seria o máximo ??? <br />Só teremos de lidar com as catástrofes da natureza. Disso nunca seremos invictos. <br />Acabo de remontar o enredo do filme Avatar. <br />Obrigado gado gado do do du du du.... (eco)</div>]]></description>
               </item>
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         <title>fase nova</title>
         <link>http://www.last.fm/user/julijolie/journal/2011/02/23/48jfqa_fase_nova</link>
         <pubDate>Wed, 23 Feb 2011 18:23:47 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Fase nova faz a roda girar, disse meu melhor amigo. Um giro nem tão emocionante e tão melancólico que chega a me dar enjôo. <br />Muitas músicas ouvidas através da rádio oifm.com ou pela estrada. <br />Meu vício mais saudável me faz viver somente embalada pelos sons ou dissonâncias, criando minha história por ritmos que me fazem feliz ao me acionarem a dançar, pensar, sonhar. <br />Detesto quando me irrito com elas ou não as encontro e restam-me os pensamentos falando alto. <br />Um pouco de haxixe, de mal-humor, de fluoxetina e agora de risadas. <br />Mudei para a casa dos defensores da eduação e da filosofia. Sinto-me protegida, como se o meu passado pudesse se salvar de toda a escória que me reprimiu desde os 3 anos de idade. <br />Mas ainda temo a repressão a se repetir nos dias de hoje e na vida de pessoas que amo. Assim, só faço pra que elas estejam rodeadas ao máximo do mais puro da liberdade, como permite a música. <br />Enquanto isso vou tentando otimizar meu tempo para ficar o quanto posso longe dessas leis e habitar meu mundo tão sonhado.</div>]]></description>
               </item>
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         <title>muda</title>
         <link>http://www.last.fm/user/julijolie/journal/2011/02/10/47lqby_muda</link>
         <pubDate>Thu, 10 Feb 2011 15:36:36 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Novamente vou sentindo aquela película me envolvendo, deixando meu corpo preguiçoso, imobilizando meus membros, sugerindo-me deitar durante o dia. <br />Enquanto isso vejo que a árvore onde estou, está frondosa aproveitando os raios de sol e a chuva. Suas folhas brilham e eu paralisada as observo de ponta cabeça. <br />Gotas de umidade escorrem dos galhos e vem molhar meu casulo mal trançado. Parece que não consigo ver bem o lado de fora, mas o que me impede não são os fios que formam meu casulo, mas meus olhos que estão semi-abertos. <br />Um pouco do vento me balança e então aproveito para me felicitar, e assim, fecho mais meus olhos e ainda mais imersa no mundo imaginável, de sonoridades levitantes, por ele me perco nas suavidades de andar sem sapatos e sem o chão a me conduzir. é como a imaginação dentro da imaginação. <br />Busco então sons de violinos que procuram me erguer num passo mais tranquilo para que de repente o som das baquetas aceleradas numa bateria façam rodar o meu corpo e cabeça para mais longe eu possa estar. distante desta vida ao encontro de algumas pessoas, distante da morte e dos pesadelos ao encontro da vida maior, como a que eu sinto que por vezes me empurra e subitamente aparece para dar o sinal de que ela está no meu caminho.</div>]]></description>
               </item>
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         <title>tudo como era antigamente ???</title>
         <link>http://www.last.fm/user/julijolie/journal/2010/12/13/43lfwn_tudo_como_era_antigamente_%3F%3F%3F</link>
         <pubDate>Mon, 13 Dec 2010 00:20:39 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Não!<br />Um pouco mais. Pelo o amor.<br /><br />Há quanto tempo não transcrevo o que se passa. <br />Quis vestir um vestido branco, e então escolhi o mais discreto. Pedaço de tecido dominando os fios e a vontade eterna de dormir. <br />Meus olhos querem fechar, minha cabeça pesada, culpada, pende para frente e para trás. <br />- Irei acordar cedo amanhã? <br />Minha depressão quer desaparecer, igual uma certa covardia que um dia fez as malas e saiu sem deixar vestígios para um certo amigo que alimentou-a de ética.<br />Melhor ser assim, quando eu crescer. <br />Do outro lado: o que me faz conversar comigo, me faz durar pelas músicas, escritas, leituras, pensamentos sobre tudo e todos. Mas até que ponto ? <br />Propriedades que um dia podem me deserdar do mundo. E até que ponto? <br />Tantas propriedades minhas, confusas, dispersas... propriedades minhas dispersas .<br />O equilíbrio na métrica das frases, das rimas. <br /><br />Tudo para atingir um só ideal, ou vários por um ideal só.</div>]]></description>
               </item>
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         <title>Códigos</title>
         <link>http://www.last.fm/user/julijolie/journal/2010/08/10/3u2v6l_c%C3%B3digos</link>
         <pubDate>Tue, 10 Aug 2010 20:43:42 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">xxxo xoxo<br />xx o xxoxox<br />xxxoo xxxooxo<br />oooooooo !<br />XxX! <br />o x<br />xxx<br />x <br />o<br />x<br />xxx...</div>]]></description>
               </item>
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         <title>Conversas com D.Antonia.</title>
         <link>http://www.last.fm/user/julijolie/journal/2010/07/19/3s8adj_conversas_com_d.antonia.</link>
         <pubDate>Mon, 19 Jul 2010 02:06:13 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Na verdade, deveria estar escrevendo na minha dissertação neste momento, rasgando os conceitos, detonando os fotógrafos, viajando nas imagens, mas achei que seria melhor pra mim, conversar com os meus botões. (rum-mm) <br />Bom, na sexta-feira minha vó (Dona Antonia) faleceu por volta das 10h da manhã. Um acontecimento que eu já esperava. <br />Senti um estremecimento de tristeza, nervoso e frio neste dia em que fui me despedir dela, e quando ao encontro com o corpo, com o velório, e conversas sobre os últimos instantes dela, o que aconteceu é que fui tomada de muita paz. <br />Obviamente, minha cabeça, incessante com os pensamentos sobre a vida que acontece ao meu redor, foi buscar razões para essa paz que pairou no ar até então. <br />Devem ser muitas as versões, as pensadas pelos meu irmãos, primos, primas, irmãs, irmãos dela, seu filhos, amigos, parentes e mais parentes, mas a minha é de que a vó saiu de fininho do mundo para seu mundo. Não é especificação sobre os mundos, pois talvez eles sejam o mesmo. <br />A vó deu muita ajuda às pessoas, rezou por muitas pessoas desse mundo de meu Deus católico, e sempre estava em equilíbrio na sua corda da vida, cheia de tremulações e intrigas. E ela lá, firme e forte, pensando, fazendo e mandando, que também era o seu forte rsrsrs... porém, mandava só o necessário, não era do tipo tecnocrata que manda fazer o desnecessário !!! <br />Ela sabia viver simplesmente, com o que suas necessidades pediam, e fazendo aquilo que era necessário ...desde a lavar um monte de roupas com as próprias mãos até ajudar pessoas quem ela nem conhecia. Simples, simples, simples ... e inteligente! <br />Cortava uma couve como ninguém hehehe... couve bem fininha ! Corte 0.0 rsrsr...<br />Poizé, mas ela se foi ... pediu para ser internada e saiu de casa dando ordens à sua irmã gêmea, talvez a sua melhor amiga e pessoa mais próxima. No hospital, antes de entrar na UTI lembrou à sua irmã de que ela não esquecesse de colocar o colírio em seu olho e mandou que ela se informasse sobre o oftalmo, se ele poderia consultá-la lá no hospital. <br />Minha tia foi pra casa, e quando chegou em casa logo o telefone tocou com a notícia do falecimento ... <br />Neste dia, minha vó atravessou o limite entre a vida e a morte sozinha, ninguém estava ao lado dela, e eu acho que dessa forma, ela pôde fazer sua passagem no encontro com a paz que talvez ela não imaginava ter cultivado pra si em sua vida. <br />Seu rosto, no velório, era de paz. Paz tão plena que veio nos contagiar durante os últimos momentos em que estivemos com o seu corpo. <br />Uma expressão somente, mas que nos deixou menos tristes neste dia em que sentíamos muito de não termos mais ela por perto para nos transmitir força e fé. <br />Com ela foi o que eu aprendi: a ter fé. Algo de que às vezes somos carentes, e que pode nos doar inestimável força para continuar a lutar para ser feliz e querer que outras pessoas estejam felizes. <br />No sábado, depois da missa de corpo presente, aprendi mais uma coisa... a riqueza é a simplicidade mesmo.</div>]]></description>
               </item>
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         <title>Sonho</title>
         <link>http://www.last.fm/user/julijolie/journal/2010/05/19/3nbgdk_sonho</link>
         <pubDate>Wed, 19 May 2010 01:29:12 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Na prática: causos, organização e inspiração: zero.<br />Um sonho: criação, cor e inspiração a mil. <br /><br />Memórias revisitadas de um amor da infância.</div>]]></description>
               </item>
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         <title>Vencer o olho do furacão.</title>
         <link>http://www.last.fm/user/julijolie/journal/2010/05/09/3mhmk0_vencer_o_olho_do_furac%C3%A3o.</link>
         <pubDate>Sun, 9 May 2010 16:40:43 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Ao redor, pessoas tentam irritar meus olhos para que eu seja engolida pelo furacão. <br />Mas ontem, vi o terror explícito de pessoas que enfrentaram tal perigo e não tentaram a chance de serem felizes. Foi muito triste ver os corpos de desânimo, e alguns marcados pela dor. Foram vencidos, na verdade, pela inquietude do invisível e incalável. <br />Ter visto a guerra de longe, foi o suficiente para me deixar com medo e suspeitar mais dos meus inimigos. <br />Pedi ajuda à Deus, aos santos e anjos, para todos me ajudarem nessa empreitada e fugir do olho do furacão. <br />Fujo e saio para respirar aliviada. <br />Fico e irei descobrir mais um pouco da minha identidade original. <br />Com um pincel vou limpando cada camada. É um trabalho que levará muito tempo, mas que tem mostrado cores nunca vistas antes. <br />Concentração e disciplina, são as palavras moventes neste momento. <br />Amém.</div>]]></description>
               </item>
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         <title>xícara quebrada</title>
         <link>http://www.last.fm/user/julijolie/journal/2010/05/08/3mec5y_x%C3%ADcara_quebrada</link>
         <pubDate>Sat, 8 May 2010 15:27:30 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Uma leveza por alguns muros que foram destruídos alguns dias. <br />Pelos caminhos do bandejão, substâncias me envolvem e me fazem invisível. Percorro entre bolsões do espaço e tempo real, escondida atrás de sombras, costas. Em goladas, minha boca, meu nariz, minha cara são sugados pelo líquido laranja dos sucos. <br />So just !<br />Posso ouvir um som vibrante, soltar meus pés do chão. Isso me faz levitar. <br />A dor o amor percorrendo sempre as veias da vida ... rising rising... <br />deixe ela vibrar, pulsar, seu lugar aí está. <br />Eu procuro o meu, onde mesmo ? Aqui mesmo onde estou<br />esfacelar as máscaras, não as minhas, as dos outros irão se deteriorar no ar e vento poluído das cidades. Posso vê-las empoeiradas de seu desamor por aquilo que sente, a prisão de seus ventres férteis, acumulando os fetos da criação. <br />Mas mesmo assim, sou mesma e igual no mundo em que todos ainda vivem como iguais, e me fascino quando vejo vazado o rastro de sangue escorrendo da camiseta ... sangue vermelho... escorrendo dos corpos que negam o que sentem. <br />Muito bonito de ver ... zumbis, múmias por onde ainda corre sangue vivo. <br />Salto pra ver por onde ando.<br />Perdida, ainda vagando no mundo de mortos vivos, em busca da fortuna do amor, enquanto seu brilho amarelo quente pulsa dentro dela mesma. <br />Não é frio, nem verde, é quente e brilha como amarelo. <br />Dá a si o amor.<br />Dá a si o amor. <br />Dá a si o amor. <br />O gozo a quem guardará num pote sujo, jogará fora num lixo qualquer, tão desalmado, desamado ... dê àquele que se ama também.<br />A intriga do mundo é daquele que se desalmou. Jogue o no fogo dos infernos bem quentes e deixe que ele se queime à inexistência. <br />Tive um sonho ... <br />Uma borboleta e uma mariposa, a borboleta muito bonita com a ponta de uma das asas quebradas, abria-se e fechava-se porque só voa nos campos mais coloridos. <br />A mariposa, ao lado, não se mexeu por um segundo, permaneceu estática em sua vida, como se estivesse a observar o que acontecia.</div>]]></description>
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         <title>Eles não pensam o que sou.</title>
         <link>http://www.last.fm/user/julijolie/journal/2010/04/24/3l714a_eles_n%C3%A3o_pensam_o_que_sou.</link>
         <pubDate>Sat, 24 Apr 2010 17:48:21 +0000</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div class="bbcode">Chupo o chocolate doce nos dedos que acabaram de lavar o lixo. <br />Mais uma sexta-feira de terror, não uma sexta-feira 13, mas mais uma sexo-feira chuvosa em que me arrisco a ir na locadora a procura de um filme. <br />Podia aceitar a proposta de alguns amigos, encher a cara num bar, jogar conversa fora e às vezes, por sorte, ter uma noite de raro prazer. <br />Mas ainda indecisa do que melhor quero fazer por mim, encaro novamente a cena da locadora. <br />Na locadora que eu costumo ir, o primeiro desafio é dar oi às mulheres que trabalham lá, pois é com desdém que elas te recepcionam. Este desafio tenho encarado fácil, pois num passo rápido atravesso a frente do balcão onde elas ficam e vou em busca de um novo filme, às vezes deixando para trás um grunhido de boa noite. <br />Já em frente às prateleiras dos lançamentos, vou à caça dos filmes mais disputados e segurando-os pra que ninguém tome a decisão de pegá-los sem que antes eu decida se vou levá-los ou não. <br />Bom, mas tudo isso, no meu mundo acostumado à guerrilhas, não me é difícil, sou bastante ágil. O que eu mais temo são os casais !<br />Aaaii... como me sinto indefesa ao lado deles!<br />E então, ultimamente, saio pensando como minha terapeuta pode achar tranquilo estar sozinha. <br />Ao mesmo tempo não consigo entender por que eu não consigo pensar diferente: que estar sozinho é bom, e por isso devo ficar tranquila. <br />Amor, o mistério da vida. Só quando amamos é que sentimos uma força maior nos movendo, conectando nossos pensamentos, impulsionando nossas idéias. <br />Tenho sido movida pelo amor de algumas pessoas, mas não tenho conseguido amar ninguém, talvez só a natureza... e ela é grande demais para mim e por isso talvez não me satisfaço de amar, porque ela é grande demaaaaaaisss, eu não dou conta de amá-la por inteiro, de pensar em toda ela, nem de pensar num pedaço de grama entre meus dedos. <br />Como seria bom amar. <br />E lá na locadora, de repente aproximou-se um rapaz interessante mas logo vi a bolsa da namorada a tiracolo...ridículo! E depois, na fila - silenciosa atrás da estante de filmes brasileiros - enquanto aguardava para retirar meu filme (romântico), ouço um cliente perguntar de um filme, e essas conversas me interessam muito. O cliente, um rapaz bonito bem vestido e com uma mochila nas costas, perguntou sobre o filme &quot;Natureza Selvagem&quot;. Eu na hora fiquei com vontade de dizer que esse filme era uma b..., mas o casal da noite estava por perto e começaram a falar sobre o filme pra ele. O rapaz falou alguma coisa sobre o Canadá - acho que o filme é sobre um canadense, não me lembro desse detalhe - e então, passou perto de mim indo em busca de um outro filme, talvez na estante dos lançamentos. <br />Eu, peguei meu filme e ainda meio desnorteada saí da locadora pensando sobre meu ranzinzismo... &quot;e eu ia falando que o filme era ruim ... o filme não era tão ruim assim, era a vida de um cara que quis viver com a natureza ... &quot;<br />E agora eu penso, o cara do filme antes de morrer escreveu alguma coisa que &quot;a felicidade só pode ser felicidade quando é compartilhada&quot;, e eu naquele momento talvez estivesse só querendo ser feliz ...</div>]]></description>
               </item>
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